Caminhoneiro: Entenda as vantagens e os desafios de ser autônomo
Ser autônomo é um caminho repleto de vantagens e desafios. A modalidade ganhou força entre os caminhoneiros, pois amplia as possibilidades do motorista e estimula o empreendedorismo.
Vantagens e dificuldades em ser um caminhoneiro autônomo
A autonomia em comandar o próprio negócio traz inúmeros benefícios. Contudo, para colher esses frutos, é preciso redobrar os esforços, afinal, além de conduzir o veículo, todo o trabalho de gestão será feito apenas pelo motorista.
Flexibilidade de horário
O motorista de caminhão que decide ser autônomo está livre de regras que determinem seus horários e seus compromissos. No entanto, a liberdade de organizar a própria agenda está atrelada à necessidade de disciplina e consciência na escolha de cada atividade, pois sem essas qualidades torna-se difícil conciliar todos os afazeres.
Poder de escolha
Um motorista colaborador, aquele que tem um vínculo empregatício, transporta apenas a carga que for estipulada, seguindo instruções pré-estabelecidas pelos seus superiores. Enquanto o caminhoneiro autônomo pode escolher minuciosamente os contratos de trabalho, definir como o serviço funcionará, além de poder escolher qual o tipo de carga será transportada.
Renda
Um caminhoneiro autônomo tem a possibilidade de lucrar mais que um motorista colaborador, pois a negociação é feita diretamente com o cliente. Dessa forma, o pagamento é bruto, sem os descontos para cobrir os custos trabalhistas ou de manutenção da frota. No entanto, é preciso manter a frequência de trabalho, pois somente assim os lucros virão. Além disso, é necessário organizar as finanças, pois todos os gastos com manutenção e combustível ficarão a cargo do motorista. Logo, quanto ganha um caminhoneiro está diretamente ligado ao esforço em captar clientes e serviços.
Direitos trabalhistas
A ausência de direitos trabalhistas é definitivamente um ponto crítico para o caminhoneiro autônomo, pois ele não terá seguro desemprego, férias remuneradas e outros serviços acobertados por lei. Logo, também é preciso ser cauteloso ao gerenciar esse aspecto e ter uma carreira de sucesso.
Como fazer a gestão de uma pequena transportadora
Documentação
De pequeno ou grande porte, toda transportadora deve estar legalmente registrada antes de atuar no mercado. Além de ser um requisito obrigatório por lei, ter o Registro Nacional de Transportes Rodoviários traz maior credibilidade ao profissional autônomo.
Para efetuar o registro, é preciso apresentar CPF, carteira de identidade, comprovante de contribuição sindical e comprovante de residência. Além disso, é necessário mostrar atuação na atividade por no mínimo 3 anos (consultar ANTT nº 3056/2009) e apresentar CRLV (Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo) comprovando o tipo de registro do veículo.
Gestão de frota
É fundamental manter o controle das informações para o bom desempenho de uma gestão de frota. Alguns softwares ajudam o frotista, porém, mesmo na ausência da tecnologia, é importante manter a organização para garantir a manutenção dos veículos e a segurança do motorista.
Uma gestão de frota de qualidade envolve, entre outros:
- Manter atualizações sobre a manutenção e documentação do caminhão antes, depois e durante as viagens;
- Determinar a rota do trajeto, evitando estradas danificadas ou congestionadas, a fim de conservar o veículo e entregar a carga dentro prazo estipulado;
- Fazer o orçamento dos custos com combustível e com potenciais gastos;
- Avaliar possíveis riscos durante a viagem;
- Organizar as finanças para garantir a lucratividade do serviço e assegurar futuros investimentos.
Como ser um frotista
A resposta para o que é preciso para ser frotista é ter, no mínimo, um caminhão registrado no nome da empresa, autônoma ou não. O veículo pode ser quitado ou financiado e a documentação da empresa deve estar atualizada.
Uma empresa frotista tem desconto para efetuar a compra dos veículos. Logo, assumir essa posição é uma excelente vantagem e incentivo para os motoristas que desejam ter uma carreira autônoma.
Aumento de frota por meio do aluguel de veículos
Atuar no setor de transporte de cargas pode ser difícil. Uma maneira de diminuir esses custos e aumentar a frota de veículos é o aluguel. Essa é uma estratégia valiosa tanto para as empresas que cedem os caminhões, quanto para quem está disposto a alugar.
A locação de caminhões é uma boa opção para quem está iniciando no setor autônomo e não pode arcar com os custos de manutenção a longo prazo e nem possui clientes fixos. Dessa forma, serviços pontuais podem ser feitos sem ultrapassar o orçamento de pequenas empresas.
Para quem possui uma frota fixa, alugar um veículo é a chance de diversificar o serviço e executar um transporte de carga que normalmente não poderia ser feito sem extrapolar custos.
Como diversificar as cargas
Encaixar o negócio de transporte numa categoria é fundamental para atingir objetivos e direcionar o serviço para os potenciais clientes. No entanto, a diversificação é um ponto forte que pode ser adotado num serviço de autônomo, principalmente para quem é motorista de caminhão, pois o próprio profissional é responsável por decidir o que irá carregar.
A necessidade de transporte de cargas depende do setor e da época do ano. Manter o negócio autônomo dentro de um segmento específico é importante para garantir oportunidades de trabalho por longos períodos. No entanto, a diversificação das cargas pode ser adotada durante épocas de pico de atividades, como no fim do ano, por exemplo, em que o transporte de eletrodomésticos está em alta.
Apostar no aluguel de veículos e oferecer um atendimento personalizado e flexível para os clientes também é uma forma de diversificar as cargas, além de estimular a fidelização e ser um diferencial no mercado.
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